sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tudo na mais santa paz

Mudar, mudar, mudar... Mudar o que?
Nao sei nem por onde começar, mas comecei mesmo assim.
Mudei linha de pensamento, alimentaçao, humor.
Espero mudar meus habitos também, porque ja ta ficando chato!

Com a lentidao do tempo, afundo cada vez mais no tedio. Eta poço sem fundo!
Haja paciencia 1: aprender outra lingua.
Haja paciencia 2: suportar os italianos.
Haja paciencia 3: 1 e 2 ao mesmo tempo.

"Meu sonho é ir para a Italia, um pais lindo, cheio de historias e lugares para ver."
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA now tell me something I can care about.

Morei muito tempo em cidade grande para aguentar fofoquinhas e provocaçoes de cidade pequena. Ainda mais de italiano. Ooo gentinha orgulhosa (faz mais de seculo que voces nao sao mais donos do mundo, meus filhos, voltem o nariz empinado para baixo e ponham-se no seu lugar)!

"Ah, voces tem nutella no Brasil? E porque brasileiro fala ingles? Como assim nao tem escorpiao dentro de casa? Porque sua mae vai casar com um italiano se ela é do Brasil?"

Sai da caverna, italianada! Tem sol la fora!

"E como é Sao Paulo?"
"Tem mais ou menos o tamanho da Italia"
"E fala que lingua la?"
"Ai, Cristo..."
"Voce assiste Il Mondo di Pati?"
"...Salve-me"

Resumindo, ta tudo na mais santa paz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

They don't know what you mean.



Quero ser como eles. Enterrem-me daquela maneira ou queimem-me. Façam como fizeram com eles. Destruam, incendeiem, tirem tudo do lugar e esqueçam. Esqueçam que foram eles quem começaram.


Nao adianta mais falar, fazer. Discursos e passeatas perderam o sentido.

Quero embreagar-me e dormir no chao.

Isso ja nao me pertence.


Anyway, they don't get it, they don't know what you mean.

(I wanna breath again, I wanna scream)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PARLA!


Itália é cartão postal. Lucca é a cidade das árvores da Disney! Aquelas danadinhas que falam com a gente. Perguntam, dão palpite, se mexem, pegam meu carro e ficam olhando. Não entendem como o espelho pode refleti-las, e a camera captura-las. Explico tudo à elas. Prestam uma atenção danada, como se fosse um segredo.

No pais dos sem-companhia, cidade fria e anónima, faço de conta que tudo interage comigo. A musica no ultimo volume, a imaginação também, e tutto a posto. preciso disso, na verdade. Ou na verdade não? Engano-me sem me preocupar pois, com a ociosidade em dia, dou-me a esse prazer. Escolho meus livros e meus lugares. Escolho o cenário do meu desenho e grito ação!

Tudo põe-se a mover. Só eu fico parada. Olhando. Como sempre, olhando... Penso em como é bonita, meu deus, como é bonita. A beleza se abre e sofre comigo, ri comigo, fala comigo, dorme comigo. Tudo me abraça como ele. Tudo me diz que vou ficar bem, que vai dar certo. E não é que fica? Mas não é que da?

Non ti preoccupare, amore mio. Non ti preoccupare.

Será que aprendo a amar mais uma cidade? E cabe? Ela só responde: non ti preoccupare.

Ela é minha e oferece tudo a mim, como se fosse minha mãe. Madrasta. Ela sabe que eu a desrespeitei. Ela sabe, assim como eu sei, que não tem importância porque, nada é sagrado mas, muita coisa é divina.

Essa divindade não brilha, não canta. Mas faz companhia, ajuda, liberta e aconchega: non ti preoccupare, amore.

*Dedicado à Milano e à Susanna, outro pedacinho da minh'alma.

(L&C)

domingo, 29 de março de 2009

Entende-se a Cidade [2]

Começo a achar semelhanças...
Milano, nos últimos dois dias, tem sido São Paulo. Céu escuro, risco de chuva.
Hoje choveu.
Mais um dia sem sair de casa.
Melhor: coloco minha leitura em dia.
Que ler que nada. Coloquei foi a conversa em dia.
Com todo mundo. Alguns mais que outros. Mas não é isso que interessa?
Social.
Aqui em Milano, desconheço essa palavra. "Festa estranha com gente esquisita. Eu não to legal."
Quem me dera eu não aguentasse mais birita.
Hoje estou meio melancólica...
Melancolia de ouvir a mesma musica 57 vezes.





L&C

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lembro-me de tudo [2]

Amar você é não se importar com o tempo. Pouco me interessa se é 1 hora da manha aqui, 9 horas ai, ou qualquer outro horário em qualquer outro lugar. Amar você é mais. é acordar no meio da madrugada sentindo sua falta, vir correndo pro skype e tentar entrar em contato. De alguma maneira... Entrar em contato.

Lembro-me. Cada dia mais. E a cada dia, de mais coisas.
Sua cara, quando comeu a maionese do Joakin's. Sorria até com o olhos.
Minha cara, quando o vi sem cabelo. Sorria até com a alma.

Lembro-me dos nossos encontros, um sempre mais atrasado que o outro.
Normalmente você, normalmente eu, normalmente nos dois.
Seus livros, seu interesse por tudo que é do meu interesse.

Lembro-me das nossas tatuagens de canetinha.
Um coração, um beijo, um nome.
Um: agora chega, fica aqui comigo.

Lembro-me das musicas.
Chico.
Do banco do carro reclinado. Mais Chico.

Lembro-me da sua massagem.
Forte, concentrada, incansável.
Era um momento de felicidade.

Lembro-me das suas lindas cartas.
Suas declarações de amor digitadas na maquina de escrever.
Errinhos de português. Digitação muito rápida para uma maquina tão lenta.

Lembro-me de você tentando me explicar o que a gente era.
E depois tentando me explicar o que era o amor.
Acabamos por nos apaixonar.

Lembro-me dos seus machucados de luta.
De beija-los, acaricia-los.
Band aid.

Lembro-me de como a radio do 305 era ruim.
A televisão também...
Não nos importávamos.

Lembro-me da nossa garrafa d'agua.
Carregávamos para todo o lugar.
E ainda assim, estávamos com sede.

Lembro-me dos desenhos que você fazia no vidro quando o carro estava embaçado.
Eu ria de tudo.
Você fazia um coraçao no vidro quando ia embora...

Lembro-me das mensagens que eu te mandava.
Assim que você saia do carro.
Você olhava para trás, rindo...

Lembro-me todos os dias de ligar para você.
Mas não ligo. Não ouso.
Tenho medo de ouvir a sua voz... De incompreençao

L&C

Lembro-me de tudo [1]

Faz tempo que nao durmo. Nao consigo.
Preencho os buracos da noite com voce.
Lembro-me de tudo...
Lembro-me do estacionamento, da livraria, das mesinhas defronte da livraria.
Lembro-me do Grande Hotel, da vista para a rua, da lanchonete em frente. Quarto 305. Lembro-me até da toalha que esquentava o corpo apos o banho, do shampoo que nao fazia espuma. Porta de vidro do banheiro? Também me lembro. Kit escova de dente e pasta de dente com gosto de docinho.
Lembro-me da praça. A mesma pracinha da primeira e da ultima vez. Sempre a mesma.
Lembro-me do seu cabelo. Lindo. Antes e depois.
Seu cheiro, ainda esta comigo.
Lembro-me de quando trocamos coraçoes. Voce deu-me o seu. O meu ja era seu, mas voce nao sabia.
Lembro-me da sua companhia, quando fumava um cigarro comigo, as vezes forçado.
Lembro-me da sua risada, quando eu era ironica com voce e com seus comentarios.
Lembro-me do seu cinto, que nunca fechava. E do meu cinto, que dei para voce, e entao parou de fechar também.
Lembro-me de cada milimetro do seu corpo. Suas maos, tao maiores que as minhas. Seu sorriso, tao mais bonito que o meu. Suas pernas brancas, suas costas largas. Seu olhar bondoso. Lindos olhos brilhantes.
Lembro-me como voce me olhava, e como eu adorava. Como voce era doce...
Lembro-me das nossas conversas, que sempre acabavam em teorias.
Lembro-me de cada palavra dita por voce, cada gesto.
Lembro-me do inicio, e como era gostosa a sensaçao de ter voce.
Lembro-me todos os dias de como doi.
Essa dor vai durar até muito apos do esquecimento.
E quando doer, meu amor, eu nem vou saber o por que.

Te amo, L&C

segunda-feira, 23 de março de 2009

Entende-se a Cidade [1]


As vezes fico olhando. Olhando nada. Olhando o movimento dos carros, das pessoas dentro dos carros, dos cachorros em suas coleiras Cartier, das bicicletas que carregam Yorkshires em seus cestinhos.
Nada qui é brutto. Milano è la più bella città del mondo! Bella de gente, bella de arte, tutta bella!
E, em meio a tanta beleza, ca estou. E ca estou fazendo o que mesmo? NIENTE. Enfim, tanto faz. Daqui a pouco eu faço. Essa cidade é para ser olhada. Sempre. Todo dia. E esta sempre igual! Mas sao tantos os detalhes, que me sinto até mal por nao digerir tudo de uma vez so. Sinto-me mal de nao conhecer tudo como a palma de minha mao e de me sentir parte dessa beleza. Como disse Pessoa: "Tudo é incrivel". E é! Quem nao desejaria fazer parte disso? Cidade da moda? pode ser. Mas a moda é tao variada, tao maluca, sao tantos os estilos, e sao tantas as pessoas que, realmente, a moda é o que eu menos reparo.
Reparo nos milenios, e fico imaginando como teriam sido as pessoas mil e quinhentos anos atras, passando pela mesma rua que eu ando hoje de bicicleta. O meu banquinho preferido na pracinha dos nonos ja estaria la? A doce padaria em frente de casa nao. é de 1832.
Penso em fazer algum curso de historia da arte, fotografia, cinema. Afinal, estou no lugar certo. Mas enquanto eu me decido, vou tomar mais um cappuccino na padaria, e olhar o movimento dos carros, das pessoas dentro dos carros, dos cachorros em suas coleiras Cartier, das bicicletas que carregam Yorkshires em seus cestinhos...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Puta Freddo nessa Città!!!



O que mais achei por aqui foi brasileiro. Onde quer que eu va, tem brasileiro.
Nao posso negar que, me sinto em casa cada vez que ouço alguém falar o portugues.
Falando nele, perdoem a falta de acentuaçao mas, esse computador nao se interessa muito por linguas de Terceiro Mundo.
Aqui, até os eletronicos sao metidos.

Dando uma volta de carro em frente à faculdade aqui perto de casa, vi os jovens com suas mochilas tomando banho de sol no gramado.
Até as feiçoes joviais por aqui sao diferentes. Todos meio adultos, meio preparados.
E eu aqui, meio brasileira, meio confusa.

Aqui nao assistimos ao Big Brother, e sim ao Grande Fratello.
A mulheres nao tem o costume de fazer as unhas mas, em compensaçao, cuidam de todo o resto.
No trem, metro, bonde e onibus, as pessoas leem.
As pessoas nao tem o costume de julgar umas as outras, pois sabem-se diferentes.
Da até gosto andar pela calçada. Carro ja nao faz mais falta alguma.

Primeiro Mundo é Primeiro Mundo? Nao sei.
De qualquer maneira, sinto falta do Terceiro e de tudo que ele tem.

[Love, L&C]

domingo, 15 de março de 2009

De San Donato à Milano

video

Fomos pegar o carro em San Donato, um paese vicino a Milano.

Ouvindo chico, curtindo a paisagem de árvores peladas, a estrada tão diferente da brasileira e sentindo saudade do Terceiro Mundo.

Não é fácil. Dói.

Estar em um lindo país, numa linda cidade, mas não ter quem gostamos por perto, não é muito a minha idéia de aventura.

Pois bem, vamos lá... A viagem ainda não acabou.

Não reconheço nada.

Sinto falta de muita coisa.

Só penso em uma pessoa.

(L&C)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Cartas L&C

Sinto vontade de escrever cartas. Cartas para o meu amor.

Em cada cidade que eu for, meu amor, mandarei cartões postais.
Belos cartões, com a foto mais bonita que tiver!
E ainda escreverei trechos de canções...
Assim, você fará uma coleção e, quando eu voltar, poderei lê-los em voz alta para você.

Vou carregá-lo em meu dedo e meu coração, onde quer que eu vá...
Nosso pingente, metade eu, metade você, não sairá do meu pescoço.
Vou passear por aí vestida de amor.
E quando eu voltar, vou me despir para você.

Tempo máximo entre cartas: 1 mês.
Não se esqueça.
A primeira carta eu escrevo.
Sem estimativa de cartas por período de tempo estabelecido.

Sentirei sua falta.
Te amo.

L&C

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Amigo não se compra. Bom amigo não se vende.

Caras pessoas, eu faço parte daquele grupo que não suporta as pessoas ao seu redor. Perguntas idiotas, observações inconvenientes, conversas recicláveis e cobranças absurdas. Surto de descontrole e desequilíbrio.
De poucos amigos, tenho a cara e a atitude. meus bons amigos, que não são muitos, são o tipo de pessoa que não se cansa de ter por perto. A família nem tanto, nem entro em detalhes.
Por isso me sinto mal em deixá-los. Não são companheiros de longa data, pois nem longa data eu tenho. Sou novinha, uma criança, um feto.
Mas meus amigos... AH! Meus amigos... Esses sim eu levaria para todo e qualquer lugar que eu fosse e, pelo tempo que fosse. A risada pelo menos estaria garantida. São companheiros! Gente boa mesmo! Gente fina não. Se não, não seriam meus amigos. Gente fina é perfeita demais, feliz demais. O perfeito me irrita. Sempre gostei mais das estátuas com rachaduras. Gosto de gente de verdade. Do tipo de gente que tem mais defeitos do que qualidades. Meus amigos são assim: humor negro puro!
A diversão não é ir para algum lugar. A diversão é apenas vê-los e curtir a companhia.
Uns vêm, outros vão, mas a imagem do grupo é sempre a mesma. Não! Não somos todos iguais! Muito pelo contrário! Apesar de apreciar pessoas iguais a mim, as nossas diferenças nos unem, nos completam. Sim, somos um cliché ambulante! Na falta de um, tem sempre o outro. Isso quando não vem o bando todo.
Não tenho preferências, minha admiração é com todos, para todos.
Cada um tem o seu jeito mas, juntos, criamos o nosso próprio jeito de ser, de viver.
Não somos uma família. Família só dá problema, só tem intriga. Conosco não. É só felicidade, risada, álcool, elvis, carinho e mais risada (já mencionei risada?).
Somos o casamento perfeito, se é que isso existe.
Mas esse perfeito não me irrita. Esse perfeito me resgata sempre das situações infelizes. Esse perfeito faz de mim uma pessoa melhor, mais contente com a vida.
Chego até a ficar otimista na presença desses raros seres que por algum motivo foram enviados à mim.
Penso todo dia com muito carinho e respeito em cada um.
Nos comunicamos através de código, graças às nossas inteligentíssimas piadas internas.
Nunca vou me esquecer da feição de cada um deles. De suas vozes, gargalhadas que guardo sempre comigo, olhares maliciosos e ataques de nervos repentino.
Minha vida social foi muito feliz por parte desses anjos de criaturas tão únicas e tão maravilhosas.
Escrevo para agradecer a paciência que tiveram para me aturar por todos esses anos de convívio. Seja esse convívio obrigatório ou não. Por eles, faria tudo e mais um pouco.
Escrevo também para me despedir, a desgosto de uma viagem.
Escrevo para homenageá-los, colocá-los num pedestal e curvar-me às suas sagradas imagens.
Um grande beijo a todos!
Essa com toda a certeza foi a melhor das jornadas!

C.M.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Cabeça e o Coração


O coração não pensa, não sabe o que faz. É praticamente uma criança. Mas não uma criança prodígio. Uma criança chata, inconveniente mas, às vezes, surpreende. A cabeça não. A cabeça pensa. É rebelde, independente. Uma adolescente. De adulto os dois não têm nada (afinal, quem tem?). O coração simplesmente faz, pensando que dá conta, enquanto a cabeça se subestima, ficando bestificada com o que é capaz de fazer. O coração não avisa, não medita, não sabe quando parar e quando começar. Ele não escolhe, não seleciona, apenas se prontifica: "estou aqui, vou entrar em ação"! A cabeça raciocina, até demais. Sente inveja do coração por ele ser tão impulsivo. O coração inveja a cabeça por ser cética e organizada. Ele não aprende. Ensina os erros, os acertos. A cabeça não entende, por mais que seja a cabeça, ela não entende o coração. Ele se esforça, ela rejeita. Ela pode jogar a bandeira, mas ele não. O coração é persistente, nunca desiste. E também não sabe o por que. A cabeça tem o ego forte, orgulhoso, massageado diariamente com informações. O ego do coração é frágil, doente, machucado dia após dia. Não vivem em sintonia um com o outro, mas vivem sintonizando-se com tudo ao seu redor. Um cheiro, um livro, um suspiro, uma conversa.
Sintonizam-se todo santo dia, de tal forma que, quase entram em acordo. São opostos. Não se dão bem. Brigam! É difícil saber quem prevalece.
Talvez nenhum, talvez os dois.
O coração precisa de descanso - a cabeça também! O coração pula de alegria quando dá tudo certo - a cabeça também! O coração canaliza suas frustrações direto para a cabeça - a cabeça faz o mesmo com o coração. Eles não se entendem, mas se aceitam.
Eles até param de respirar quando levam um susto, como nós!
Eu já saquei tudo!
não entendi ainda quem de nós é o coração e quem é a cabeça. Mas uma coisa é certa: um sem o outro não funciona, não raciocina, não faz nada, não é completo.
Essa sou eu sem você: sem função, irracional, ociosa, incompleta.
Talvez eu seja o coração. Talvez não.
Talvez sejamos uma coisa só: coração e coração, cabeça e cabeça.
Opostos que se atraem, semelhantes que se repelem.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Casquinha de ovo

Quebra-se como ovo a postura de pessoas que, cheias de si, tentam a todo custo impressionar a sociedade. Roupas, restaurantes, bailes e carros vem à parte com essa pedida insensata. Diamantes? Puro verniz sobre a madeira podre.

Adultério, divorcio, suicidio, orgias exuberantes, chacina, falencia: sintomas precarios da falta de classe dos classudos, dos aristocratas, manda-chuvas. Sofredores abatidos pela vergonha consumida de imagem. Colonias de pseudo-europeus ditadores, usurpadores, conquistadores de fiéis tao vagabundos quanto suas esposas, que massageiam veemente o falo esculpido pela Nova Ordem.

Ordem que cospe nas proprias raizes e ajoelha-se por perdao ao som dos tambores da cavalaria - cheia de cupins em seu centro falico caindo aos pedaços também.

Estalemos os dedos aos ovos, vernizes e cipos que saboreiam o grosso veneno de sua gema, cupim e folhas.

Champagne com caviar, steak au poivre e merda banhada a ouro. O arroz e feijao dos classicos, o limbo dos adeptos ao favoritismo elitista.

As crianças ficam expostas, adoram, veneram essa politicada manipulada por papai e mamae à beira da loucura, espertos a tudo à sua volta. Controladores do mais baixo e alto posto de comando. Chefes de torcida organizada, banqueiros e bancarios bancando bandidos. homens.

Homens de preto, azul, cinza e pastel.
Alfinetes no colarinho. A postura é fundamental. Marinheiros. Policiais, civis, gente da gente, rotarianos, gente de lugar nenhum. Alienigenas disfarçados de confeiteiros. Bombas em bolo de casamento judeu. Professores, eu, voce, todo mundo.

Que se explodam! A escola, a instituiçao, o hospital, o correio. Ninguém è de ninguém, nada pertence a nada. Raios! Ninguém é inocente!
Frageis como a placenta em que foram envoltos na gestaçao. Como o ovo das mamaes, as galinhas. Protegem os filhinhos, pintos, enquanto deixam-se estuprar pelos maridos, galos. Chiqueiro, galinheiro, cortiço. Perolas aos porcos!

E assim se alimentam, sobrevivem. Antes, durante de depois da rachadura na fina casquinha do ovo, que poe tudo a perder vazando o amarelo que ha dentro de tudo o que se pode e nao se pode ver. Frageis, fortes, seguros e inseguros. Concretos. Atè nao serem mais o que pensavam ser. Idiotas. Lixo organico. Apodrecem no solo de onde vieram e adubam a vida de tantos outros. Dao luz à escuridao. Agua mole em pedra dura tanto bate até que fura. Furou.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sobre qualquer coisa

As pessoas se aglomeram, fazem filas, fazem piadas, gargalham no mais alto som, se vestem de verao, se agradam, se desconectam, pedem mais um chopp. So mais um! Nao nao, mais dois, porfavor. Olha aquele carinha ali, ele é gato! Mas e aquela mina com ele? Sei nao, essa saia nao ficou legal com a falta de bunda que ela tem. Risadas. Risadas, pois tudo é engraçado, tudo é divertido, todos sao bonitos e, ainda assim, todos sao feios.

Vamos à um bar, uma balada, algo assim. Antes preciso pintar minhas unhas de café, esse jabuticaba ja è coisa de antes de ontem. Vamos na Oscar, preciso de um tomara que caia novo. Aquele branco de strass que eu tinha esqueci na casa do Vitinho, e me recuso ligar para ele e pedir, afinal de contas, ele agora so sai com baranga.

Precisava de um doce, mas o Laranja me disse que so tem bala, acho que vai coca mesmo. Rapido, Rapido, o carro ja chegou. Sim, o mundo é esquisito. Nao, nao tem lei, nao tem padrao, nao tem escrupulos. Yes, nos temos bananas!

Vou fazer de conta que nao conheco ninguém por aqui. Vou fazer de conta que nem estou aqui. Hoje eu sou mais eu. Hoje eu vim pra beber, hoje eu vim com a minha galera, o meu porto seguro, a minha guarda real. Bebi demais, agora preciso ir para a casa, gosto de olhar pro escuro e imaginar as coisas que nao estao ali.

Vou fumar um pouco, deveria ligar para alguém. Aquele bar estava bom.
Ela pega o carro e volta pra la. Nao acha mais ninguém, mas isso realmente nao importa. Ela quer se perder. E se perde. Caraca, acorda em uma casa completamente desconhecida. Pela janela, avista a Lagoa. Ah! o Rio de Janeiro!

Tenho que sair daqui, desconheço essa cidade.
Volto para casa, nao sou satisfaçao à ninguém. Durmo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Na madrugada...

Apaguem as estrelas, hoje estou com vontade de ficar no escuro.
Tempos de escuridão, tempos de procurar algo familiar onde nada pode ser visto.
Usemos o tato, usemos aquilo que não é permitido.
Substâncias ilegais, giros infinitos.

Ainda não está na hora de dormir. Na cama, não penso mais sobre o meu dia, não penso mais sobre os meus sonhos, não imito as pessoas. Cago baldes para os outros. Penso no que eu quero, penso no que eu poderia ser, penso em tudo que está por vir. Faço planos, de olhos bem fechados.

Poupe-me de seus cometários cínicos, sua cara de quem entende tudo, de quem criou o mundo e deu vida a tudo ao seu redor. Seus conselhos, suas vivências fabricadas, suas cobranças infundáveis e surtos de sumiço repentino. Não é tão ruim assim e, só tende a melhorar. Nunca quis ouvir suas historinhas sobre amores passados. Isso realmente não me interessa. Tenho nojo.

Tenho vontade de gritar que foi intenso, mas não foi. Tenho vontade de ligar só para poder desligar. Tenho vontade, mas isso permanecerá na mais simples vontade. O abstrato não se concretiza, é como se nunca tivesse acontecido... Nada como um dia após o outro. Nada como o tempo passando na mais pura vagabundagem, como se não devesse nada a ninguém.

Ah, o tempo... Faz da vida a coisa mais maravilhosa do mundo! Destrói a beleza e repara os danos. Não me lembro de muita coisa. Nem quero. Só faço questão de saber que foi de verdade, que foi bonito, até o momento em que não foi mais. Foi cansativo, foi hipnotizante, foi devastador! Uma série de prós e contras sem fim. Alegria de saber que acabou.

Duvido que você não pensa nisso. Duvido. Duvido que não se arrependa, que não tem fantasias, que não sonha com isso e morre de vontade de falar umas verdades também. Isso é privilégio dos soberbos, daqueles que podem, daqueles que fazem e desfazem. Daqueles que seguram na mão o mais precioso fardo do controle.

Mas você não é capaz, nunca foi. Não tenho nem pena nem dó. ASCO! Puro, simples e forte asco.

E acabo pensando nisso. Todas as noites. Não me torturo, não volto atrás, não dou corda à minha mente perigosa. Eu sei que ela espera o momento certo para me trair com pensamentos pecaminosos, peçonhentos, cheios de idéias contrárias, porém válidas. Não é ruim. Não é esquisito. É natural. Gosto do natural.

Acordo pela manhã (ou pela tarde) cercada de veneno. ADORO! E lá se foi mais uma noite inteira - ou parte dela. Outras virão. Tudo está por vir. Ainda não experimentei de tudo. Não descarto nada.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Meus dias de alcoólatra


Uma cereja, um pouco do suquinho que vem junto com a cereja, rum, redbull e cranberry juxx: após o terceiro, você estará dançando ao som de absolutamente nada!

É a melhor parte do meu dia. Sem abuso, sem nada. Só felicidade temporária. Equilibra-me nos dias solitários e tediosos. Exercito meu ócio ao som de Johnny Cash, de preferência, When the Man Comes Around.

A chuva caiu por 5 horas. Lavou tudo, levou tudo.
É como uma cena pós-guerra: silêncio destrutivo e um apego por coisas danificadas.
Controle de danos! É só disso que precisamos.
O resto se lava, o resto se leva. Nada é deixado para trás, a não ser a humidade.
A humidade pode ficar.

Passa rápido, passa despercebido. Passa e não volta mais. Duas semanas, faltam apenas duas semanas. Durmo devagar, acordo mais devagar ainda. Há dias em que nem acordo e, dias que nem durmo. São apenas dias, é apenas o tempo passando como sempre passou...

Fumo meu Marlboro Light, assisto qualquer filme que tenha alugado e penso em qualquer coisa que passa pela minha cabeça. São apenas coisas, simples idéias, sonhos, vontades. Esforço-me ao tentar lembrar do que sonhei esta noite. Chego à conclusão de que talvez eu nem tenha sonhado.

Fico umas 2h me olhando no espelho do banheiro, procurando defeitos. Me conheço tão bem que já nem tomo conhecimento. Engulo tudo e depois descarto. Sinto muito sono, mas não durmo - não por falta de vontade - simplesmente não consigo.

Todos os dias, juro a mim mesma que acordarei cedo e tomarei café na deliciosa padaria daquela travessa da Faria Lima. Obviamente não cumpro minha promessa. Acordo às 13h, tomo um banho e vou pra padaria tomar o café da manhã em horário de almoço. Estou de férias, eu posso!

Ando muito distraída. Concentro-me na distração. Bocejo o dia inteiro. Minhas idéias se tornam vagas e meu corpo fica pesado, preciso me rastejar para fazer alguma coisa.
Talvez eu simplesmente não faça mais nada. Não sei...

Vou cumprir meu tempo, vou esperar esse momento passar.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Último ano zerinho!

Em 2009...
Farei 19, serei menos esnobe.

Pretendo chorar menos, me empenhar mais.
Vou ter um hobby.
Aprender, trabalhar, me divertir.

Terei um irmão, um pai e uma mãe.
Terei novos amigos.

Andarei a pé pela cidade.
Vou ler mais sobre o Velho Mundo!
Irei em todo o show que tiver.

Serei mais carinhosa e paciente.
Vou me vestir diferente, vou deixar meu cabelo crescer.
Vou pintar as unhas de vermelho.

Não vou usar salto alto.
Não quero aturar desaforo, não quero fazer o que eu não estiver afim de fazer.
Não vou ficar trancada em casa.

Vou tomar sol, vou cantar alto no banheiro em frente ao espelho.
Meus banhos serão sempre longos e completos.
Vou passar creme nas mãos, nos pés, no rosto.

Não vou me machucar. Não vou procurar por ninguém.
Vou curtir a noite assim como o dia me curte.
Não vou assistir TV. Vou ler jornal no café da esquina.

Vou tomar café sem açúcar e chá com limão.
Vou fazer de conta que não sou dali.
Não vou ser turista.

Não vou fazer cara feia. Vou concordar com todos e fazer de conta que entendi tudo.
Não vou tomar remédio. Vou apreciar ter cólica.
Comerei mais tomate com pepino e azeite.

Vou ter um caderno onde escreverei tudo o que penso. Esse caderno vai andar comigo e será organizado.
Vou tirar mais fotos.

Ficarei bem sozinha. Não vou ligar para ninguém!
Vou tomar água com gelo.
Vou sublinhar no livro as coisas que me chamam atenção.
Serei habituè na biblioteca.

Vou gostar de cerveja e vinho.
Vou fumar cigarro importado.
Meu apelido será Nina, como me chamam na família.

Tudo vai ser novo, tudo vai ser diferente.
Vou achar tudo incrível.
Vou mentir um pouco mais.

Serei simpática e atenciosa.
A malícia sérá minha companheira do dia a dia.
Estarei sempre sorrindo.
E, apesar de tudo, serei exatamente como sou.

Feliz 2009! Que este ano seja melhor que 2008, mas um pouco pior que 2010!
Que tudo seja crescente e imediato.
Felicidade... Mas saúde acima de tudo.
Acredite no que quiser acreditar, mas tudo com um pouco de razão e bom senso.
Aproveite até o pior dos momentos, e faça durar aquilo que você gosta.
Corra atrás, mas descanse sempre que puder! Divirta-se com tudo! Faça de cada dia uma festa!
Crie, ame, cuide, sorria e fale o que você quiser!
Esse ano é seu. Viva de um modo que 2009 entenda quem decide as coisas por aqui.
Não pule etapas. Todas são importantes.
Não pule cercas. Nenhuma vale a pena.
Não encare as pessoas. É feio.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ode a tudo que desprezo!

A vida com a sua imponente importância teatral não esconde sua fragilidade quase mórbida.
Assim como tudo que se perde tão facilmente e, na hora de conseguir, é um suspiro seguido de outro.
Não há resposta para tudo! Não dispomos de manual! Cada coisa faz questão de ser única e nada pode ser generalizado. Não sem perder o seu valor, a sua essência. Simplesmente não é possível lidar com tudo da mesma maneira. E como poderia? Seria um desperdício de criatividade.
Mas há um porém: TUDO é descartável.
Todos os dias substituem-se seres, sentimentos, vícios, coisas. Não há nada como o tempo.
Tudo é orgânico, natural. Tudo é roubado, manufaturado. MADE IN MENLAND!
Nas portas encontram-se placas: welcome to wherever the fuck you think you are.
Tudo é um grande negócio, uma grande indústria. Todos trabalham para todos, nada é de ninguém. Cada um por si!
Somos vigiados, controlados, manipulados, julgados.
Perspectivas e pontos de vista de gente ignorante, desinteressada. É o balanço global da mediocridade. É a vida como ela é: fraca, nua e crua.
Não há esperança, não há objetivo, não há significado.
Tudo pode ser explicado pela simples razão de existir, que vai além de tudo o que se aprende e se vê.
Motivação é tudo, mesmo sem motivo. É o empurrão nosso de cada dia. Ela cega, condena e sacrifica.
As vezes, quando olhamos para o abismo, ele olha de volta para nós. É como se instigássemos o próprio nada a ser alguma coisa. TOME UMA PROVIDÊNCIA! NÃO FIQUE AÍ PARADO! TRANSFORME-SE EM OUTRA COISA!
A motivação em vão, como inércia, quase superaria o instinto, se a natureza não fosse tão eficiente e perspicaz.
E ainda temos certeza de que fazemos parte disso. Pobre humanidade, que faz questão se igualar aos Deuses. O que a espera, o que a aguarda, o que a destrói, além da própria humanidade? Sacrifício! Chacina! Desastre! Tragédia! O que a mão constrói, a mão destrói!
Não desejo nada. Nem boa sorte, nem mal presságio. Que se matem, que façam seu sangue ferver, que entrem em erupções dolorosas e urrem de amor à vida que tanto maltrataram.
Que não se realizem seus mais sórdidos pedidos de paz. Que vivam em meio à desgraça que fizeram questão de soltar da jaula. Que nada mude.


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

The best things in life are free!

Tenho a leve impressão de que me aposentei da vida sem querer... Depressão? No way! Pura falta de vontade! Mas acho que vou precisar ficar nessa de não fazer nada por mais uns 20 anos pra entrar dinheiro na minha conta.

Não faço questão nenhuma de sair de casa, se estou com fome, peço um chinês ou uma pizza, se acordo, volto a dormir, não pego no carro faz uma semana, coitado.
De vez em quando a vozinha na minha cabeça dá uns gritos: MEU, SE MEXE!
Mas eu nem tomo conhecimento.

Fico contando os dias que faltam pra eu ir pra Itália... Como se fosse um novo começo.
Como se alguma coisa fosse mudar, ou como se de repente eu resolvesse "trabalhar" denovo.
Então, na mais pura vagabundagem, criei blog, flickr, não saio do orkut, alugo filme todo dia, como se fosse de graça e, quando estou lendo um livro, as vezes me pego lendo a mesma frase umas 67 vezes... Acho que as vezes eu até entro em transe.

Outro dia eu fiquei olhando pra parede... O dia inteiro! Nem saí da minha cama.
Fiquei pensando em absolutamente nada. Sabe quando alguém te chama umas 3 vezes, e quando você ouve, parece que de alguma forma você não estava ali? O seu físico estava, mas o seu consciente se ausentou por uns 4 minutos. E você não sabe para onde ele foi.
Fiquei assim por 12H. O telefone tocava de vez em quando. Eu lembro porque o som do telefone tocando era a única coisa que me acordava desse transe. Mas depois eu entrava de cabeça e tudo denovo.

De uns tempos pra cá eu também comecei a reparar em coisas que nunca tinha reparado antes. E daí fica aquela dúvida: isso mudou, ou foi sempre assim?
É meio chato, mas ao mesmo tempo é surpreendente, porque eu percebi que quando eu olho pra alguma coisa de um jeito diferente, parece não ser essa mesma coisa. É uma outra coisa! UAU!
Como uma coisa só pode ser tantas outras coisas? Que barato!
Me divirto, portanto, com nada.

Realmente, the best things in life are free!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lança-se então, uma sugestão

Embora loucos, sãos.
Embora confusos, saibam.
Embora amem, deixem.
Embora façam, descansem.
Embora existam, sejam.
Embora animais, humanos.

Somos todos habitados pelo porém.
O desconserto de viver nos torna dúbeis.
Mas não somos divididos.
Nós dividimos.
E cria-se então toda uma nova concepção.

Deus, ser.
Ser inanimado,
Criança com uma fazenda de formigas nos braços.
Braços, abraços.
Destino?
Ser para ser, não para parecer.
Padecer, padeço.
Padeço no ser que pareço.
Sou Deus.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Paixão da indiferença


Nada realmente importa: pura encheção de saco, burocracia, fachada, negação, preguiça.
Inércia! O mundo continua a girar sem razão alguma. Não, retiro o que disse...
- O mundo continua a girar com toda a razão do mundo. E porque não giraria?

Seu cachorro morreu, sua mãe ta doente, seu pai na cadeia, você não consegue mais pagar a faculdade e agora vai hipotecar seu ap no Leblon? FODA-SE!
Para quê tentar mais? Para quê dar um tiro no escuro? "A gente vai levando, a gente vai levando".

Tudo está ótimo exatamente como está, mesmo que esteja uma merda.
Já tá decidido: é uma doença! A paixão da indiferença, o comodismo, o "se não fede pro meu lado, tá bom", a delícia de viver e simplesmente não dever (ou a delícia de viver como se não estivesse devendo)!

Mas e as responsabilidades? E a mamadeira da criança na geladeira quando cortam a luz, e a perseguição do chefe? FODA-SE! Cada um vive da maneira que pode, não é?
Há uma frase que rola muito na minha família: cada um sabe a miséria que tem!
E porque não viver com a sua miséria?

Abraçar a sua dificuldade, o seu defeito, a sua intolerância, o seu desapego por tudo que já passou pelas suas mãos! Porque não aceitar a idéia de não aceitar nada?
Para quê essa pressão que desaba nos ombros da tão descuidada sociedade? "SEJA ALGUÉM! FAÇA ALGUMA COISA! FAÇA A DIFEREÇA! NÃO! SEJA A DIFERENÇA!"

Isso realmente funciona? Se fizéssemos uma estimativa entre quem trabalha melhor sob pressão e quem simplesmente não dá conta, ficaríamos realmente surpresos com o resultado?
Não estou insinuando nada, peloamordedeus!

Só faço questão de entender... Faz realmente alguma diferença?
Se espremermos isso, sai alguma felicidade junto com a insegurança... Ou é só uma das tantas hipóteses que acercam por aí?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Shit happens!


domingo, 30 de novembro de 2008

"O poder desgasta aqueles que não o têm"


A mente sofre, fazendo o corpo gemer. O apodrecimento acontece de dentro para fora. Nos piores casos a casca fica intacta, guardando os vermes do lado de dentro.

Há um momento em que falar ou ficar calado é a mesma coisa.

O coração trai a mente e, consequentemente, a mente se deixa trair. Ela sabe que de qualquer jeito, todo dia acima do chão é um bom dia.
O paraíso já está perdido, o que nos resta agora é fazer do inferno o melhor lugar possível.

Tudo vira ópera: tem o certo, tem o errado, e tem todo o resto.
Tudo agora é arte. Nunca sei se estou num museu de arte moderna ou no conforto do meu banheiro.

Decidi não discutir mais sobre essas coisas. Tudo virou gênero. A massa virou o poder, é ela quem faz e desfaz. O que está acontecendo, cristo? Sinto falta da guerra fria.
Quem decide? Quem aperta o botão? Quem dá a ordem?
Frustra-me pensar na falta de visão. Já me acomodei, agora tanto faz como fez.
Quem foi o cara que disse que o certo agora é errado? Quem não o repreendeu?
Lembrei... Livre arbítrio. Santa inquisição... Puta que pariu, onde nós vamos parar?

Quando o Império chegou ao fim, tentaram pegar os pedaços. Esqueceram de avisar que se não estivessem de acordo, nada funcionaria.

Deve ter algum manual perdido por aí explicando como funciona as coisas. Que pretenção a minha... Deve estar em grego mesmo... Ou talvez em russo? Só pode ser, já que o inglês agora é obsoleto.

Diz-me com quem andas, e direi onde irás parar.

"Apertem o gatilho, porque o sangue em minhas mãos tá escorregando!"

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

É genético, meu deus!




Antes da terra girar em torno do sol, ela gira em torno de si mesma. Será que isso justifica o egocentrismo solto em selvageria pelo mundo a fora?

Uma desculpa como essa é até aceitável, por mais contestada que seja. Não creio que isso seja um ponto fraco humano. O mundo é guiado pelo egoísmo (desencadeando tantas crises), mas isso realmente prejudica o giro que damos diariamente em torno de nós mesmos? Ou seria isso uma simples característca engrenada na concepção humana bastarda de ser?

Desde antes dos tantos impérios, a massa realmente não importava. E agora? mudou muita coisa? Voto, feminismo, centenas de milhares de revoluções, constituição... Tudo isso englobando a tal liberdade.

Por natureza o homem não é livre. Mas as vezes encontramos liberdade nos lugares mais inusitados, como em nossos sonhos, ou nossa vontade. Também podemos encontrar felicidade, por um certo período de tempo. E o amor, na maioria das vezes, também está lá. Não é algo que podemos ter, mas talvez seja algo que possamos ser. Acho que é por isso que há momentos em que sentimos que estamos apenas esperando a nossa vida começar. Isso não pode ser controlado, mas é a coisa mais bonita e honesta que podemos sentir. E todo dia, esse é o momento crucial da minha vida.

Não - vida



O contraste da minha vida é a minha não-vida.
A escolha de não fazer nada é tão intensa, que é exaustivo.
Minha mente trabalha duas vezes mais quando não uso meu corpo.
Será isso uma fraqueza ou uma proeza?
A diferença, basicamente, é reduzida a quase nada.
O nada é infinito.
O tudo, por outro lado, tem fim.
O fim é o limite.

Nunca gostei de escola.
Nunca gostei dos meus professores.
Nunca gostei dos meus colegas.
Provavelmente porque são mais humanos do que eu.
É frustrante pensar que talvez ninguém seja como eu.
Obrigada por fazerem de mim um ser único!

Seres únicos não têm limites, pois ninguém os conhece profundamente.
São infinitos, belos, excêntricos.
A genialidade se esconde na sombra da última curva.
É preciso, portanto, ir até o fim para encontrá-la.
Não precisa ser dito que os limitados não chegam até o fim.
Seu limite é a mediocridade.
O percurso, para eles, termina no meio do caminho, sob o Sol do meio dia.

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, tirem uma foto!
Ou escrevam um livro.
O livro envolve, a imagem fascina.
(Façam da sua vida um quadro legendado!).
Da combinação de ambos, surge o choque.
Por favor, choquem-me!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Confusão no raciocínio



Outro dia procurei pela palavra amor no dicionário: afeição profunda; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; afeto a pessoas ou coisas; paixão; entusiasmo.

O que isso significa? Por milênios estávamos errados sobre o amor? Afinal, não é surpresa - e nem novidade nenhuma - de que o amor consequentemente acaba. Mas isso não nutre todas as expectativas que tantos filmes, livros, teorias e conversações exprimem sobre o amor. Seria então uma forma bem básica de explicar o inexplicável? E o que há com as pessoas, que`são tão necessitadas de explicações, respostas - e devem ser convincentes, pois "porque não" não é uma resposta válida.

Creio que nem tudo se deve ao luxo de ter uma explicação. Não pelo fato de ser místico ou desconhecido, mas simplesmente porque algumas coisas são mais aceitas sem nenhuma explicação. Como por exemplo (minha opinião) é preferível levar um soco no estômago a ouvir uma frase.

Palavras destroem. Atos podem ser reparados, mas a palavra... Ah, a palavra... Corrói como ácido pelo resto da vida. Forgive and forget - perdoar e esquecer. Perdão é divino? Não acredito. Divino é o ser desprovido de erros. O divino não se aplica ao homem. Herrar é Umano. Divino é tudo aquilo que o homem não é capaz de fazer, mas faz (paradoxo?).